A transfusão sanguínea não é um tratamento: é uma medida de urgência e de suporte, oferecendo reposição temporária e efetiva dos componentes sanguíneos enquanto a causa de base é investigada e resolvida.
- Não é considerado um tratamento.
- Medida de urgência.
- Suporte temporário ao paciente.
- Reposição efetiva dos componentes sanguíneos.
- Plasma: água, proteínas e fatores de coagulação.
- Buffy-coat: glóbulos brancos e plaquetas.
- Hemácias: transporte de oxigênio.
- Cada fração origina um hemocomponente específico.
Modalidades de transfusão
Além dos hemocomponentes, existem os hemoderivados: albumina, globulinas e concentrado de fatores de coagulação.
Quem pode doar
- Adultos e saudáveis, de 2 a 5 anos.
- Peso mínimo de 25 kg.
- Vacinados e vermifugados.
- Temperamento dócil.
- Ht > 40% e Hb > 16 mg/dL.
- Testados para leishmaniose e hemoparasitoses.
- Adultos e saudáveis.
- Acima de 5 kg, coleta máxima de 60 mL por gato.
- Ht > 35% e Hb > 11 mg/dL.
- FIV e FeLV não reagentes.
Volume de coleta: até 20 mL/kg no doador canino e máximo de 60 mL no doador felino.
Tipagem sanguínea
- DEA 1: DEA 1.1, DEA 1.2 e DEA 1 negativo.
- DEA 3: positivo ou nulo.
- DEA 4: positivo ou nulo.
- DEA 5: positivo ou nulo.
- DEA 6: positivo ou nulo.
- DEA 7 e DEA 8.
- Testes rápidos de bancada (kits individuais ou em caixa).
- Tipar doador e receptor antes de qualquer bolsa.
- Registrar o tipo sanguíneo no prontuário do doador.
- Felinos nunca devem ser transfundidos sem tipagem.
Gato nunca é transfundido "no escuro"
A tipagem sanguínea é obrigatória em felinos. Uma única bolsa incompatível pode causar hemólise fulminante.
Compatibilidade sanguínea
Tipagem sanguínea associada às provas de compatibilidade
A incompatibilidade se manifesta por aglutinação ou hemólise nos tubos. Quando as hemácias permanecem livremente suspensas, o resultado é compatível. A leitura deve ser feita macroscópica e microscopicamente para diferenciar de rouleaux.
- Prova maior: soro do PACIENTE + hemácias do DOADOR.
- Prova menor: soro do DOADOR + hemácias do PACIENTE.
- Controle paciente: soro e hemácias do paciente.
- Controle doador: soro e hemácias do doador.
Volume a transfundir
Fórmula
Volume (mL) = (peso do receptor × n) × (Ht desejado − Ht do receptor) ÷ Ht do doador
Sendo n = 90 para cães e n = 70 para gatos.
- Cães: Ht ≥ 40% e Hb > 13 mg/dL.
- Gatos: Ht ≥ 35% e Hb > 11 mg/dL.
- Doador canino: até 20 mL/kg de sangue.
- Doador felino: máximo de 60 mL.
Materiais e cuidados na coleta
- Contenção adequada, antissepsia rigorosa e punção de jugular.
- Bolsas com anticoagulante ou seringas com anticoagulante proporcional.
- Homogeneização constante durante toda a coleta.
- Equipo de transfusão com filtro para infundir no receptor.
- Armazenamento em geladeira específica para banco de sangue.
Reações transfusionais
- Urticária.
- Hemólise.
- Febre.
- Hemolíticas tardias: as mais comuns, causam queda do hematócrito.
- Hemólise por falha de estocagem.
- Febre.
- Intoxicação por citrato (hipocalcemia).
- Transmissão de doenças.
- Sobrecarga circulatória.
Minutos após o início da infusão
Tremores, vômito, febre e arritmias exigem interrupção imediata da transfusão.
E se ocorrer reação?
Mensagens para levar da aula
- Transfusão é medida de urgência e suporte, nunca tratamento da doença de base.
- Escolha o hemocomponente pelo déficit do paciente.
- Doadores triados e testados são a base da segurança transfusional.
- Tipagem e provas de compatibilidade antes de qualquer bolsa.
- Volume = (peso × 90 no cão ou 70 no gato) × (Ht desejado − Ht receptor) ÷ Ht doador.
- Diante de qualquer sinal de reação: PARE a transfusão e reavalie o paciente.
